domingo, 7 de maio de 2017

Grupo Amarantes retorna suas atividades.

Após uma breve pausa por motivos particulares, o Grupo Amarantes vai retomar suas atividades. Muito em breve estaremos anunciando nossa programação para o mês de  Julho. O "Julho Amarelo" vai ser comemorado com várias ações, tanto em Niterói como em São Gonçalo. Em seu novo formato, o Grupo Amarantes vai participar ativamente de várias ações em vários municípios do Estado do RJ. Um forte abraço em todos nossos amigos, e até já...

Claudio Silva
Grupo Amarantes

terça-feira, 9 de junho de 2015

Ações do Grupo Amarantes

Estamos colocando em nossa conta do Youtube, nosso primeiro vídeo feito por nós do Grupo Amarantes. Nele reunimos nossas primeiras testagens. simpósios e um Projeto Internacional da qual participaram duas voluntárias do Grupo Amarantes, a companheira Nice de Castro e nossa Vice Presidente Iara Celeste. Muitos virão a seguir. Saudações Fraternas...


Claudio Costa
Grupo Amarantes

quarta-feira, 20 de maio de 2015

No dia 19 de Maio o Grupo Amarantes realizou uma testagem rápida para Hepatite C de 6:30 as 10:30 da manhã na Rua da Caminhada. A amiga Elaine Teles, Marco Aurélio Brasil, o Presidente da Comissão Municipal Saúde vereador Lecinho Breda, , Dr Dimas Gadelha, Dr. Antonio Carlos Tavares Guimarães, as enfermeiras Cristiane Pina e Aline Modesto, Cleide (Coordenação DST/AIDS Pam Neves), professor Alex Costa pelo aulão de ginástica, e a todos que participarão do evento nossos mais sinceros agradecimentos. Grupo Amarantes e ABPH, ajudando a salvar vidas, essa é a nossa meta!

Claudio Costa
Grupo Amarantes









quarta-feira, 29 de abril de 2015

Daclatasvir e sofosbuvir curam 94 porcento dos transplatados

Resultados do estudo Ally-1 com Daclatasvir mostram cura em 94% nos pacientes transplantados de fígado com hepatite C recorrente e mais de 94% dos pacientes com cirrose (Child-Pugh A ou B)
Curou 97% dos pacientes pós-transplante com genótipo HCV 1a
Curou 91% dos pacientes pós-transplante com genótipo 3
Não houve necessidade de alterar regimes de medicação dos transplantados
PRINCETON, NJ, 25 de abril de 2015 - Bristol-Myers Squibb anunciou hoje que endpoints primários foram atingidos com sucesso no ensaio clínico ALLY-1, de fase III, avaliando um regime de 12 semanas de Daclatasvir e sofosbuvir uma vez ao dia, com ribavirina, para o tratamento de pacientes com hepatite crônica pelo vírus C (HCV), com cirrose avançada ou recorrência pós-transplante de fígado. Os dados foram apresentados no Congresso Internacional do Fígado 2015 (EASL), em Viena, Áustria.
Texto completo do PRESS RELEASE, em inglês, pode ser acessado em: http://news.bms.com/…/ally-1-trial-results-show-investigati…
Nota enviada por Arair - Presidente do MBHV

sábado, 25 de abril de 2015

Esclarecendo sobre a aprovação dos medicamentos na ANVISA - Toda questão tem dois lados (provérbio Português)



17/04/2015
O acontecido com a aprovação dos medicamentos para tratamento da hepatite C foi um excelente aprendizado para todos os envolvidos. ANVISA, empresas farmacêuticas, ministério da saúde, pacientes e ONGs, todos, sem exceção, aprenderam que uma questão ou um problema sempre pode ter dois lados, isto é, duas interpretações diferentes. Vamos relembrar os fatos para tentar entender.

Incialmente Abbvie, em pleno direito, solicitou a ANVISA prioridade na analise e não obtendo resultado recorreu a Justiça para ter o mesmo direito que tinha sido outorgado a sofosbuvir, simeprevir e daclatasvir. Em inicio de dezembro o Juiz concedeu a Liminar a qual foi aceita pela ANVISA e o medicamento passou a ser analisado em regime de prioridade, em igualdade com os outros medicamentos.

Passados três meses e faltando poucos dias para a aprovação do sofosbuvir ANVISA ficou preocupada caso a interpretação da Liminar poderia não permitir a aprovação do sofosbuvir até a aprovação do medicamento da Abbvie. ANVISA com medo de aprovar o medicamento e infringir uma determinação Judicial decidiu enviar seus procuradores para que o Juiz se posicionasse e esclarecesse o assunto.

Por ser público tomamos conhecimento na sexta-feira ao final do dia, quando imediatamente entrei em contato telefônico com a Abbvie sendo informado que nenhuma ação tinha sido tomada por eles desde a outorga da Liminar em dezembro.

Ficamos altamente preocupados, pois caso a ANVISA não aprovasse rapidamente o sofosbuvir perderíamos a oportunidade da CONITEC poder dar inicio a apreciação do protocolo para incorporação dos tratamentos no SUS, por isso era extremamente necessário desatar o imbróglio jurídico da interpretação do texto da Liminar e do recurso o mais rapidamente possível, o que evidentemente somente o Juiz da 14º Vara Federal o poderia fazer.

Para tal solicitamos aos infectados, que são os principais interessados na incorporação dos medicamentos, que escrevessem e-mails apelativos à 14ª Vara Federal e colocassem postagens no Facebook do TJ/DF, solicitando o esclarecimento da questão. Essas eram as armas que como sociedade civil se encontravam disponíveis.

Sem intenção, o envio de e-mails foi em tal número que o servidor da 14º Vara Federal travou, impedindo o Juiz de trabalhar por mais de 1 dia.
Mas finalmente, após a intervenção do TJ/DF e da Procuradoria do Ministério Público Federal o Juiz redigiu um Oficio relatando minuciosamente em ordem cronológica todo o acontecido, explicando que a Abbvie tinha solicitado equidade com os demais medicamentos para ter o mesmo processo de prioridade na analise de seu medicamento e, não solicitou a inviabilidade da aprovação de quaisquer outros antes do seu.

Resumindo, fica evidente que todo texto sempre pode ter duas interpretações diferentes criando confusões e discussões, mas finalmente todos os envolvidos ganharam não somente experiência, mas principalmente conhecimento de como funciona o sistema de analise da ANVISA para registro e aprovação dos medicamentos.

Entre mortos e feridos e apesar que a CONITEC não teve tempo para colocar a discussão do protocolo na reunião do dia 1º de abril, o atraso de 1 mês não é assim uma perda tão grande, pois certamente na reunião de maio o tema será discutido realizando a seguir a Consulta Pública para que todos possam opinar e dar sugestões, assim, certamente no final de junho ou mais tardar em julho os infectados já terão os medicamentos disponíveis no SUS.

Mas a luta continua. O medicamento da Abbvie continua a ser analisado em regime de prioridade no SUS e assim que estiver aprovado vamos querer que seja incorporado ao protocolo, pois será mais uma importante opção de tratamento na hepatite C, ocasião em que a sociedade civil deverá se mobilizar e lutar para que isso aconteça no menor espaço de tempo.

Um antigo dramaturgo Grego, Eurípides, escreveu 480 anos antes de Cristo, que em projetos conjuntos (quando todos se envolvem) existem mais chances de todos se beneficiarem, independente de que lado da questão se encontrem. Passados 2.500 anos é isso que está acontecendo e à metade do ano já vamos dispor de três medicamentos e outros, quando aprovados pela ANVISA, poderão ser incorporados ao tratamento no SUS.

Parabéns a todos e obrigado pelo rápido desfecho da questão.

Todos Juntos Podemos Vencer a Hepatite!

Carlos Varaldo
www.hepato.com
hepato@hepato.com

terça-feira, 31 de março de 2015

Aprovado o sofosbuvir pela ANVISA - Finalmente o sofosbuvir foi aprovado pela ANVISA

Uma Liminar solicitada pela Abbvie com texto algo confuso, no qual alguns interpretavam que o sofosbuvir não poderia ser aprovado antes do medicamento "Viekira Pack®" da Abbvie, devendo ser ambos aprovados concomitantemente criou na ANVISA apreensão diante da ordem judicial e tudo ficou paralisado. 

No domingo passado solicitamos escrever a 14º Vara Federal de Brasília e colocar mensagens no Facebook do TJ/DF. Foram tantos e-mails, milhares, que o sistema da 14º Vara entrou em pane, prejudicando o trabalho do Juiz durante quase dois dias. 

Nosso advogado esteve no final da tarde da quarta-feira com o Juiz que estava muito bravo, sentindo-se pressionado, alegando que isso não é bom para tomar uma decisão, mas o advogado além de pedir desculpas pelos transtornos explicou que deveria compreender a ansiedade de doentes crônicos em estado avançado e, ainda, que nenhum dos e-mails fazia qualquer agressão ao Juiz, simplesmente imploravam por uma nota explicando que a Liminar era somente para "prioridade na analise" do processo, nada tendo a ver com a aprovação daqueles processos já em etapas avançadas de analise. 

Em relação as mensagens colocadas no Facebook do TJ/RJ recebi na segunda-feira passada um contato do Tribunal solicitando todas as informações sobre a questão e a seguir eles colocaram a tal Nota de Esclarecimento. Ante a quantidade de mensagens postadas o TJ abriu uma inspeção na 14º Vara. 

Também na quarta-feira o Ministério Público Federal (2º Oficio de Custos Legis e Concursos) protocolou na 14º Vara o Parecer 229/2015 no qual conclui opinando pela denegação do mandado de segurança. 

A VOZ DOS PACIENTES foi ouvida e conseguimos respaldar a ANVISA para que a publicação fosse feita. 

Durante a semana colocarei uma matéria comentando sobre os acontecimentos, quem apoiou os pacientes e aqueles que simplesmente ficaram calados, em silencio. Não é momento agora para nada mais que não seja comemorar. 

A união deve continuar. Agora o processo será na CONITEC (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) a qual elabora o protocolo de tratamento e o coloca em consulta pública para aceitar sugestões. Se tudo correr aceleradamente e ninguém cria mais um problema, entre 60 e 90 dias o protocolo será publicado. Vamos ficar unidos e se acontecer algum problema a grita será ainda maior! 

A seguir o Ministério da Saúde assina os contratos de compra com os fabricantes, o que leva umas quatro semanas e, então, começa a distribuição dos medicamentos sofosbuvir, simeprevir e daclatasvir no sistema de saúde. 

No final de junho ou mais tardar julho os medicamentos deverão estar disponíveis para tratamento. 

Durante esses tensos e trabalhosos dias, para tentar relaxar, escrevi a seguinte historinha: 


Como correr uma maratona amparado por uma Liminar


Um sujeito requereu à Justiça que por ordem de Liminar ele deveria largar concomitantemente no pelotão da frente, tendo prioridade. A justiça achou razoável e concedeu a Liminar. 

No dia da corrida o sujeito foi caminhando até a linha de chegada, chegando muitas horas após os que estavam preparados fisicamente e fizeram a prova correndo, mas pela interpretação errada da Liminar concedida ninguém poderia cruzar a linha de chegada, pois alguns interpretavam que a chegada deveria ser concomitantemente com os demais corredores. 

A 10 centímetros da chegada todos tiveram que aguardar a chegada do sujeito para, enfim, juntos e concomitantemente, cruzar a linha de chegada. 

Isto é ficção, uma simples crônica, mas serve como ilustrativo para o absurdo que foi criado com a interpretação errada da Liminar que colocou algemas na atuação da ANVISA para aprovação e publicação do registro daqueles medicamentos que já cumpriram todas as exigências. 


Carlos Varaldo